TEKNOSPACE - TECNOLOGIA & ESPAÇO
Radiotelescópio de Arecibo

Search for Extraterrestrial Intelligence

A existência de vida extraterrestre no Universo é a pergunta que predominou durante todos estes séculos e continua ainda sem resposta.

O SETI anda a escutar o espaço à procura de vida extraterrestre e você pode ajudar!

A ideia de vivermos sós no Universo, de que a vida no nosso planeta surgiu devido a um conjunto de factores improváveis de se reproduzirem noutro planeta está cada vez mais a ser colocada de parte, pois na infinidade do Universo, na sua aleatoriedade, nada é improvável. Esta noção recebeu um importante contributo de Frank Drake devido à sua famosa equação, a Equação de Drake, que pretende quantificar a probabilidade de estabelecermos comunicação com uma civilização vizinha.

À procura de vida extraterrestre

O Search for Extra-Terrestrial Life (SETI) é uma área científica cujo o objectivo é detectar vida inteligente fora do planeta Terra. O SETI utiliza o maior radiotelescópio do mundo, situado no Observatório de Arecibo, em Porto Rico, para procurar sinais de rádio que sejam provenientes do espaço, mais precisamente sinais de rádio de baixas frequências já que se sabe que tais sinais não ocorrem naturalmente, assim uma detecção forneceria a evidência da tecnologia extraterrestre. Os sinais do radiotelescópio consistem primeiramente no ruído (das fontes celestiais e da electrónica do receptor) e em sinais sintéticos tais como estações, radares e satélites da televisão...

Existe uma dúzia de projectos como este, alguns concentrados em estrelas próximas, outros varrendo porções do céu densas em estrelas. O Projecto Phoenix do SETI Institute é o mais conhecido desses projectos. Como é impossível fazer a análise em tempo real das enormes quantidades de dados recolhidos pelo Radiotelescópio de Arecibo, em conjunto com o SERENDIP, baseado na Universidade de Berkeley na Califórnia, foi criado um sistema que extrai uma banda limitada de frequência do sinal capturado, fazendo posteriormente a gravação numa fita digital que é armazenada num servidor nos Estado Unidos. Capturados e armazenados os dados, é necessário pesquisar por sinais fortes em 4.000.000 de combinações diferentes de frequências, largura de banda e deslocamento da frequência ao longo tempo.

Os projectos precedentes ao SETI usaram supercomputadores de forma a poder analisar o grande volume de dados. Mas em 1995, David Gedye propôs usar um supercomputador virtual composto de um grande número computadores ligados através da Internet (computação partilhada) - nascia assim o SETI, em Maio de 1999.

 

Como funciona o SETI@home

Sinais recebidos pelo Radiotelescópio de Arecibo são divididos em segmentos de 330 Kb e distribuídos por um sistema central para todos os utilizadores que fizerem o download do programa via Internet. O software funciona como um protector de ecrã, analisando os dados em segundo plano ou sempre que o computador não está a realizar nenhuma tarefa em primeiro plano. Quando o trabalho do computador sobre este segmento de dados está pronto, o programa realiza automaticamente o seu "upload" para o servidor do SETI e faz o download de mais um segmento, reiniciando o ciclo.

A nova versão do SETI@home é baseada no BOINC. Comparando com o programa original do SETI, notam-se diversas diferenças: o BOINC permite que trabalhar com mais de que um projecto; as novas versões dos programas são automaticamente tiradas da Internet; o BOINC atribui uma quantidade variável de crédito por unidade de trabalho (WU) terminada, baseada na sua velocidade do processador central (CPU) e no tempo do processamento; cada unidade do trabalho é agora processada um número limitado de vezes (tipicamente, três vezes); os gráficos têm agora um olhar 3D mais moderno.

 

Conheça alguns dos restantes projectos BOINC: Climate Prediction, Einstein, LHC, Predictor e Rosetta.