A Equação de Drake

Frank Drake nasceu em Chicago, a 28 de Maio de 1930. Durante a especialização em Electrónica, em 1951, conheceu um perito em Astrofísica, Otto Struve, apaixonando-se assim pela Astronomia. Depois de concluído o serviço militar na Marinha, onde permaneceu 3 anos como especialista em electrónica, inscreveu-se em Harvard com o objectivo de se formar em astronomia óptica, especializando-se, no entanto, em radioastronomia. Terminado o curso em 1958, conseguiu ser colocado, em 1960, no Observatório Nacional da Radioastronomia (NRAO) em Green Bank, Estados Unidos, tendo formado o Projecto OZMA - pesquisa que duraria apenas duas semanas, na procura de sinais de rádio provenientes de civilizações extraterrestres. Numa conferência em 1961 na Academia Nacional das Ciências, patrocinada pelo SETI, Drake apresentou aquilo que ficaria conhecido como sendo a Equação de Drake.

Esta equação traduz uma tentativa para estimar o número de civilizações extraterrestres na nossa galáxia com as quais podemos entrar em contacto. O principal objectivo desta equação é permitir aos cientistas quantificar a incerteza dos factores que determinam o número de civilizações extraterrestres. Mais recentemente, a Rare Earth hypothesis, que defende que as condições para a ocorrência de vida extraterrestre são muito raras no Universo, é vista como uma possível refutação desta equação.

A equação de Drake enuncia que:

Equação de Drake

Onde:

  • N – número de civilizações na nossa galáxia com as quais poderá ser possível contactar;
  • R* - taxa de formação de estrelas na nossa galáxia;
  • fp – fracção dessas estrelas que possuem planetas;
  • ne – número médio de planetas que potencialmente podem conter vida / por estrela com planetas;
  • fl – fracção de ne que actualmente possui vida;
  • fi – fracção de fl que actualmente possui vida inteligente;
  • fc – fracção de fc que está disponível e apta para comunicar;
  • L – tempo de vida expectável dessa civilização.

Estimativas correntes dos parâmetros da Equação de Drake

  • R* - estimada por Drake como sendo de 10/ano. Os últimos cálculos da NASA e da ESA indicam que essa taxa é de, aproximadamente, 6/ano. Porém, o Instituto Planck para a Física Extraterrestre, na Alemanha, afirma que a nossa galáxia não é uma das maiores produtoras de estrelas e supernovas, no Universo.
  • fp – estimada por Drake com sendo 0.5.
  • ne – estimada por Drake como sendo 2.
  • fl – estimada por Drake como sendo 1. Em 2002, Charles H. Lineweaver e Tamara M. Davis (University of New South Wales e Australian Centre for Astrobiology) estimaram fl > 0.13 em planetas que existem, pelo menos, há um bilião de anos. Lineweaver também determinou que cerca de 10% de sistemas estelares na Galáxia são passíveis de condições propícias à vida, já que possuem elementos pesados, estando longe de supernovas e estando estáveis por tempo suficiente.
  • fi – estimada por Drake como 0.01. Alguns estimam que sistemas solares em órbitas com exposição às radiações tão baixas como o nosso Sistema Solar podem ser 100.000 vezes mais raros, obtendo um valor de 1×10-7.
  • fc – estimado por Drake como sendo 0.01
  • L – estimado por Drake como sendo 10 anos. Este valor pode ser determinado a partir da duração da nossa civilização desde o aparecimento da radioastronomia, em 1938, ou seja, L= 67 (68 se contarem já 2006). Num artigo na Scientific American, Michael Shermer estimou L como sendo 420 anos baseando-se na duração de 60 civilizações históricas. Porém, há que notar que a “queda” de uma civilização não destrói o seu conhecimento nem a sua tecnologia, sendo aproveitadas pelas civilizações vindouras. Assim, as estimativas de Shermer devem ser consideradas como sendo pessimistas.

Da Equação de Drake, tendo em conta as novas estimativas, resulta:

N = 6 × 0.5 × 2 × 0.33 × 1×10-7 × 0.01 × 420 = 8.316×10-7 = 0.0000008

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Frank Drake e a sua famosa fórmula

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Drake Equation - Wikipedia

Beyond the Drake Equation

The Drake Equation (MF)