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Constelação Ursa Maior

Lenda da constelação Ursa Maior

A constelação é tão conhecida que muitas das civilizações lhe deram um significado: Carro, Arado e Frigideira ou Caçarola. É a constelação mais conhecida, orientado-nos durante as noites escuras.

Fique a conhecer as restantes constelações em Lendas Celestes ou em Zodíaco!

Mitologia

Constelação da Ursa MaiorA constelação é tão conhecida que muitas das civilizações lhe deram um significado: para os chineses as sete estrelas representavam uma concha que oferecia comida nos tempos de fome - chamavam-lhe «Pei to», concha medidora do norte; para os hebreus também se assemelhava a uma gigantesca concha que media as quantidades de cereal; para os povos germânicos era uma carroça puxada por três cavalos, enquanto para os britânicos era a biga (carro de duas rodas, movido por dois cavalos) do Rei Artur; para os egípcios as sete estrelas representavam a imortalidade, porque são visíveis durante todo o ano; para os índios Cherokee as estrelas representavam um grupo de caçadores que perseguia um urso desde os princípios da Primavera, quando estas estrelas estão altas no céu, até ao Outono, quando aparecem junto ao horizonte.

Segundo a mitologia grega, Zeus apaixonou-se por Calisto, a bela ninfa dos bosques e companheira de Ártemis. Zeus ficou de tal modo fascinado pela sua beleza que, para se aproximar dela, tomou as feições de Ártemis. Calisto acolheu Zeus sem desconfiança mas, quando reconheceu o seu erro já era tarde demais, e concebeu dele um filho que se chamou Arcas. Hera, esposa de Zeus, ficou furiosa e castigou Calisto transformando-a numa ursa. Um dia, a irreconhecível Calisto e Arcas encontraram-se. Calisto abriu os braços para acolher o filho mas este, julgando-se atacado pela gigantesca ursa, preparou-se para a matar. À última da hora, Zeus evitou a tragédia e transformou Arcas num pequeno urso, arrastando ambos para os céus. Hera, contudo, empurrou os dois para perto do Pólo Norte onde as estrelas são sempre visíveis — assim nunca teriam descanso. Arcturo, a brilhante estrela do Boieiro, ficou de guarda às ursas para que não se afastassem do gélido pólo.

Astronomia

A Ursa Maior é uma constelação facilmente reconhecida pelas suas sete estrelas brilhantes que desenham um quadrado e uma cauda. Esta figura é um asterismo, isto é, um agrupamento característico que não constitui uma constelação, já que essa é muito maior (estende-se por uma grande área do céu e inclui cerca de duzentas outras estrelas visíveis a olho nu). As estrelas desta constelação, estando perto do pólo, são sempre visíveis nas noites de quase todo o hemisfério norte - constelação circumpolar. No entanto, é mais facilmente observável entre Janeiro e Outubro, quando não se encontra tão perto do horizonte.

O asterismo da Ursa Maior é muito útil para nos orientarmos à noite: prolongando cinco vezes as guardas da Ursa Maior encontra-se a estrela polar, a estrela da cauda da Ursa Menor, que nos indica o Norte.

 

Objectos do céu profundo

Em boas condições de observação nota-se que a estrela do meio da cauda não é uma estrela mas sim duas: Mizar e Alcor. Estas duas estrelas não estão fisicamente associadas sendo a sua proximidade aparente para observadores na Terra - são as chamadas binárias visuais. Recorrendo ao uso de um telescópio é possível observar que a própria Mizar é um sistema binário, composto por duas estrelas brancas gémeas.

A galáxia M81, é facilmente visível em binóculos, revelando uma estrutura espiral com braços bem marcados.

 

Imagem: Copyright © 2003 Torsten Bronger, Creative Commons

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